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Creative Agency: The Politics and Tactics of Modern Youth Movements

Thursday, February 5, 2015
12:30pm – 1:45pm
Race Conference Room, Lavin-Bernick Center (LBC)
Moderated by: Dr. David Ortiz, Department of Sociology, Tulane University

Formação de Agentes Culturais da Juventude Negra em Minas Gerais
Kelly Cardozo, Universidade Federal de Minas Gerais

A abordagem da emancipação como condição essencial à preservação e expressão da identidade cultural tem sido uma discussão ativa nos movimentos socioculturais no Brasil nos últimos anos. A motivação pelo debate tem sido relevante principalmente entre a juventude negra brasileira devido ao alto índice de violência e a ausência de sentimento de pertencimento e cidadania. Portanto, esta comunicação é pautada no Núcleo de Formação de Agentes Culturais da Juventude Negra – NUFAC-MG, com objetivo de dialogar ferramentas de emancipação como forma de suportar o resgate da expressão de identidade do indivíduo e de como essas ferramentas contribuem para transformar a comunidade local. Para tanto, utilizou-se o processo de formação na área cultural através de cursos de qualificação profissional para jovens em cinco cidades de Minas Gerais, Brasil. A implantação do Núcleo teve, também, o objetivo de cumprir as diretrizes formuladas pelo Fórum Nacional dos Direitos da Cidadania e a Fundação Cultural Palmares (idealizadora e financiadora), sendo executado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável – IEDS e a Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Os cursos buscaram o fortalecimento da identidade negra dos jovens, através de metodologia “Perspectiva sócio construtivista importante que as experiências dos alunos na escola estão conectados com o mundo fora da sala de aula” (Santrock, 2011). Com a duração de 10 meses, aulas específicas, práticas e visitas técnicas interativas, além de abordar a temática étnico-racial como expressão de identidade. O projeto contribuiu para o desenvolvimento da consciência crítica, e ampliar o debate sobre a inclusão do negro e suas manifestações nas esferas político-econômico e social. Os resultados alcançados foram, a inserção desses jovens ao mercado de trabalho, através construção de parcerias envolvendo todos os stakeholders, além de estimular a continuidade da formação em diferentes níveis. E a criação de uma instituição Não-governamental pelos alunos para multiplicação das habilidades adquiridas.

Juventudes e contemporaneidade: As mídias sociais como nova forma de manejo da sociabilidade
Aline Corrêa Maia Lima, Pontifícia Católica do Rio de Janeiro

Em tempos de mudanças políticas, econômicas e socioculturais aceleradas, são muitas – e também voláteis – as possibilidades apresentadas aos sujeitos. A valorização do imediato e a ética da experimentação parecem ser as norteadoras da contemporaneidade. Instituições que por muito tempo pautaram quase que exclusivamente a produção de subjetividades – como a Igreja e os partidos – já não detêm mais poder absoluto, caindo no descrédito para uma gama imensa de indivíduos cada vez mais submersos em uma cultura do consumo. Nas relações interpessoais, pesa o avanço da tecnologia, que tem proporcionado, crescentemente, a conexão entre sujeitos geograficamente dispersos. Situado em uma encruzilhada de componentes numerosos de subjetividade, caberia ao próprio indivíduo o desejo e a ação para subverter sistemas opressivos dominantes. É nesse cenário que podem despontar pequenas movimentações revolucionárias capazes de despertar processos de sensibilidade inteiramente novos. Um estilo de dança, enquanto arte e campo criador, potencialmente goza da possibilidade de provocar mutações subjetivas, rompendo situações paralisantes e reivindicando um reconhecimento que passará pela via estética.
Neste contexto, nossa proposta é refletir sobre uma manifestação artística e corporal criada por jovens de favelas da cidade do Rio de Janeiro, Brasil: o passinho. A dança, que mistura movimentos do funk, frevo, samba e hip hop, surgiu em 2001 e ultrapassou os limites da periferia, inicialmente, via internet, levando-nos a pensar as mídias sociais como nova forma de manejo da sociabilidade. Nosso objetivo é pensar a emergência de distintas sensibilidades influenciadas por recentes modelos de comunicação introduzidos por tecnologias propulsoras de um novo protagonismo cultural nas favelas cariocas. Em uma sociedade onde o jovem possui mais oportunidade de alcançar a educação e a informação, porém muito menos acesso ao emprego e ao poder, o mundo audiovisual e da tecnologia acaba por se estabelecer como lugar de acesso ao repertório de grupos de referência.

Cultural Engagement and Social Integration with Marginalized Youth- A Case Study of Creative Políticas de Niñez

Carly Offidani-Bertrand, University of Chicago

An emerging network of Argentine civil associations serves as one of the most simultaneously vulnerable and feared populations: los/as chicos/as en situación de calle (“street children”). A burgeoning dialogue of post-dictatorship human rights, along with the national ratification of the United Nation’s Declaration of the Rights of the Child, fuels increased funding to programs that strengthen community ties through national identity under the promotion of patrimonio cultural. The legal and social particulars of cultural centers that serve as casas de día (and sometimes as casas de noche) differ according to local variations by province and municipality. I conducted field research in the municipality of Morón, an area known for its progressive politics and supported by the new populist party, Nuevo Encuentro. Using semi-structured interviews and ethnographic field notes, I explore the experiences of participants and employees in one government run cultural center, La Casa de la Juventud. La Casa de la Juventud uses an outreach approach- treating street children as results of poverty instead of threats to stability – and works to empower these young individuals by building their self-confidence and resilience. This style of program is unique in its practice of treating children as participating members of their artistic and cultural community. I examine how employees who provide services and teach classes within the cultural center understand and communicate children’s rights, and how this militancia cultural (“cultural activism”) is closely tied to historical memories focusing on the role of youth activism and its repression during the dictatorship. In addition, I examine how the youth participants of these centers understand and reappropriate this dialogue of rights, and how this influences their ability to cope with the stresses and hardships associated with life on the street.

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This entry was posted on November 14, 2012 by in Panels 2015 and tagged , , , , , , , , .

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